Nos dias de hoje, há quem considere que o glúten não tem lugar numa dieta saudável. Por isso mesmo, consideramos pertinente perceber se esta crença tem fundamento. O glúten existe no trigo, cevada, centeio e aveia e, consequentemente, em inúmeros outros alimentos como a massa, o pão, a farinha. Muitos alimentos contêm glúten devido à contaminação cruzada, como é o caso da aveia, que é produzida e processada nas mesmas instalações de produtos com glúten. Os resultados de alguns estudos acreditados pela comunidade científica sobre os efeitos do glúten são os seguintes:

  • Não existe correlação entre o consumo de glúten na dieta a longo prazo e o risco de doença cardíaca.
  • O consumo de grãos integrais influencia positivamente a saúde.
  • O glúten pode melhorar os intestinos porque alimenta as bactérias boas do nosso corpo.
  • Indivíduos que não são celíacos (condição genética que faz com que haja inflamação do intestino delgado na presença de glúten) e evitam o consumo de glúten, podem aumentar o risco de doença cardíaca devida à potencial redução de consumo de grãos integrais.

Há, assim, vários benefícios associados ao seu consumo. O glúten pode, de facto, ser prejudicial para a saúde — mas só para alguns indivíduos, que reagem de forma negativa ao glúten. Os efeitos colaterais podem ser leves, tais como a fadiga, inchaço, constipação, diarreia, ou mais graves, como a perda de peso não intencional, desnutrição e danos intestinais. Segundo a Associação Portuguesa de Celíacos, estima-se que em Portugal cerca de 2% da população portuguesa seja celíaca. Quem o é, tem que ter uma dieta cuidada durante toda a sua vida. Se faz parte deste grupo, pode ver algumas sugestões de alimentos sem glúten aqui.

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