Natal: Porquê o bacalhau? E porquê o bolo-rei?

23 Dezembro, 2022

Porque é que comemos bacalhau no Natal? E polvo? E bolo-rei? O Natal traz consigo um conjunto infindável de tradições. De facto, esta é a época dos jogos em família, da troca de prendas, dos pijamas a condizer e, obviamente, da boa comida e muitos doces!

Assim sendo, quando pensa em comida e Natal, do que é que se lembra? Provavelmente, bacalhau, polvo e peru. E se o desafio for a pensar em doces de Natal? Com certeza, lembra-se das rabanadas, dos sonhos e do bolo rei, só para mencionar uns quantos.

Poucos sabem a origem destas tradições e por isso fizemos aqui um resumo de algumas delas.

A tradição do bacalhau no Natal

O centro das atenções de muitas mesas de natal é, sem dúvida, o bacalhau! Mas porquê?

Desde a idade média que este prato é comido na consoada. Isto deve-se ao facto de que nos dias antecedentes ao Natal, a igreja católica exigia o jejum de carnes, por isso a população comia, antes da missa do galo, o bacalhau e só depois da mesma é que regressava a casa para comer as carnes e as sobremesas.

Para além disto, o bacalhau era, na altura, um peixe barato e fácil de conservar, o que permitia até aos menos afortunados consumir o mesmo.

O polvo, tradição do Norte

Apesar do bacalhau assumir o papel principal nas refeições natalícias, também o polvo marca presença à mesa. Mais no norte do que no sul, o polvo chegava, antigamente, a substituir o bacalhau na zona do Minho e Beira-Interior, não só porque respeitava o jejum imposto pela igreja, mas também pela proximidade com a Galiza, zona de pesca de polvo. No tempo do Estado Novo, tentou-se terminar com esta tradição, de forma a proteger a tradição do bacalhau, contudo essa tentativa fracassou. É por isso, um prato que não pode faltar à mesa na altura do Natal.

O bolo rei e o Natal

O bolo rei, ao contrário do que muitos possam pensar, apenas começou a fazer parte da tradição natalícia em Portugal no século XIX.

Este bolo era tradicionalmente consumido em dezembro, numa celebração pagã, na Roma Antiga, onde o rei da festa era escolhido através de favas que depois fariam parte do bolo rei. Ora, a igreja católica, aproveitando a altura em que esta celebração decorria, assumiu a celebração e o bolo como uma forma de homenagear os reis magos e assim ficou uma tradição de Natal.

Seja qual for a sua preferência, a verdade é que as tradições gastronómicas, quando são assim tão boas, são para se manter!

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